Jogos de tradição

 

Quando falamos de exercício físico, a nossa mente reporta-nos para momentos planificados, aulas com um professor, sessões e circuitos de movimento, jogos de grupo (...) tudo previamente estruturado (e bem), mas, e porque não, irmos, de encontro às nossas raízes e (re)lembrar o tempo em que fomos crianças.

Tive o privilégio enorme de viver no campo, com um espaço sem fim aos olhos de uma criança, e uma família que me ensinou a brincar como eles brincavam.

Comecei...e não foi na escola.

Foram tantas brincadeiras que espero lembrar-me de todas: Jogo do lencinho; Camaleão, de que cor?; Mamã dá licença; Saltar ao eixo; Aí vai alho!; 123 macaquinho do chinês; Jogar às escondidas; O jogo da macaca; Bom barqueiro (...) penso que estão todos, se não me falta a memória. 

Todos eles são jogos de rua, todos implicam um grupo, vamos ensinar as nossas crianças a brincar, porque brincar sozinho é bom, mas com mais alguém é muito melhor. 

Tenho o privilégio de ser criança quando quero, nomeadamente no meu local de trabalho e como tal...brinco...as crianças agradecem.

Estes jogos não implicam dispêndio financeiro, mas sim interação entre pessoas e proximidade física. 

Desenvolvem a motricidade fina e agilidade motora, porque exigem uma troca de olhares cúmplices e um tocar de mãos, obrigam a aceitar e a compreender a existência de regras, da importância do outro e da aceitação da vitória e da derrota gerindo a frustração. 

Nada fascina e entusiasma mais uma criança do que um adulto que acredita no valor daquilo que está a ensinar. 

Vamos construir memórias com raízes inesquecíveis, eu já comecei...


 Natália Correia 

(Re)EDUCAR... Do meu ponto de vista 

 

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