Jogos de tradição
Quando falamos de exercício físico, a nossa mente reporta-nos para momentos planificados, aulas com um professor, sessões e circuitos de movimento, jogos de grupo (...) tudo previamente estruturado (e bem), mas, e porque não, irmos, de encontro às nossas raízes e (re)lembrar o tempo em que fomos crianças.
Tive o privilégio enorme de viver no
campo, com um espaço sem fim aos olhos de uma criança, e uma família que me
ensinou a brincar como eles brincavam.
Comecei...e não foi na escola.
Foram tantas brincadeiras que espero
lembrar-me de todas: Jogo do lencinho; Camaleão, de que cor?; Mamã dá
licença; Saltar ao eixo; Aí vai alho!; 123 macaquinho do chinês; Jogar às
escondidas; O jogo da macaca; Bom barqueiro (...) penso que estão todos, se
não me falta a memória.
Todos eles são jogos de rua, todos
implicam um grupo, vamos ensinar as nossas crianças a brincar, porque brincar
sozinho é bom, mas com mais alguém é muito melhor.
Tenho o privilégio de ser criança quando
quero, nomeadamente no meu local de trabalho e como tal...brinco...as crianças
agradecem.
Estes jogos não implicam dispêndio
financeiro, mas sim interação entre pessoas e proximidade física.
Desenvolvem a motricidade fina e
agilidade motora, porque exigem uma troca de olhares cúmplices e um tocar de
mãos, obrigam a aceitar e a compreender a existência de regras, da importância
do outro e da aceitação da vitória e da derrota gerindo a frustração.
Nada fascina e entusiasma mais uma
criança do que um adulto que acredita no valor daquilo que está a
ensinar.
Vamos construir memórias com raízes
inesquecíveis, eu já comecei...
(Re)EDUCAR... Do meu ponto de vista

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