“ORELHAS DE BORBOLETA” Luísa Aguilar, Ed. Kalandraka
“- A Mara é orelhuda!
- Mãe, tu
achas que eu sou orelhuda?
- Não,
filha. Tens é orelhas de borboleta.
- E como
são as orelhas de borboleta?
- São
orelhas que revoluteiam na cabeça
e pintam as
coisas feias de mil cores.”
Esta é a história de uma menina, a Mara, que é gozada na
escola pelos colegas. Mas, em casa, a sua mãe, de uma forma muito bonita,
desconstrói o que deixa a Mara triste, e até brinca com o assunto.
Ter as
orelhas grandes, o cabelo rebelde, ser alto ou baixo, magro ou rechonchudo...
até a mais insignificante característica pode ser motivo de gracejo entre as
crianças, é necessário fazer com que chegue a todos, tanto àqueles que fazem
como àqueles que recebem algum comentário depreciativo, que esse tipo de
comportamento é reprovável.
E
especialmente para os que são apontados pelos outros, a mensagem que este conto
transmite é que convertam em positivo aquilo que para outros é motivo de gozo.
Devem-se valorizar as características que nos diferenciam dos
outros, para nos distinguirem como seres especiais e únicos.
Porque reconhecer e inclusive reivindicar a diferença nos
fortalece, aceitando-nos como somos e reforçando a nossa personalidade.
Este é o primeiro passo para aprendermos a rir-nos de nós
próprios...
Somos todos diferentes.
Temos os nossos traços físicos específicos, temos mais ou
menos bens materiais, mas sabem qual é a coisa mais importante? É a diversão e
a amizade. Cada um à sua maneira podemos rir, brincar e até mesmo sermos muito
criativos e mostrarmos essas diferenças de forma absolutamente descontraída e
genial!
As crianças são muito suscetíveis aos comentários dos outros.
É muito importante, ensinar que devemos respeitar os outros
independentemente das suas diferenças.
Da mesma forma transmite ensinamentos para as crianças se
"defenderem" de atitudes menos positivas.
Dê o exemplo! Porque todos somos especiais, únicos e
diferentes. E aí reside a beleza de cada um de nós.
(Re)EDUCAR… Do meu ponto de vista!

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