Vamos brincar!?
Quando se pensa em criança e brincar, fazemos uma relação imediata e por vezes inconsciente, ou não, entre a criança e um objeto/brinquedo que pressupõe ser conhecido, comprado, por vezes caro e que desenvolva uma série de competências na criança. A cor, o som, a interação, o tamanho, a marca, e se o amigo tem (ainda melhor), então vai-se comprar, a qualquer custo.
Mas na raiz da palavra, brinquedo não é nada mais do que um objeto que a criança possa usar no ato de brincar...
Para brincar as crianças não precisam de brinquedos estereotipados vindos das lojas dos centros comerciais, precisam sim, de estar e de sentir o corpo, relacionar-se consigo e com o outro sem ter pelo meio objetos banais a estorvar.
Daí ouvir-se dizer com grande admiração, "o meu filho tem tantos brinquedos e só gosta de brincar com as panelas lá de casa!"
Temos de aceitar. ..
Que as crianças sabem o que fazem...
Temos de aceitar...
Que as crianças precisam de aprender a viver devagar, a observar, a estar, a brincar com o corpo e com a natureza.
Temos de aceitar...
Que o mais difícil, é ser simples, sem complicar.
Temos de aceitar...
Que independentemente de sozinha ou acompanhada precisa de estar.
Temos de aceitar...
Que o mundo que a rodeia é uma fonte inesgotável de recursos tão poderosos e importantes que estão à mão de semear e a baixo custo.
Temos de aceitar...
Que a criança é dotada de inteligência e que consegue fazer as suas próprias escolhas...
Cuidado, não com as crianças, mas com o exemplo que damos e acima de tudo, perceber se é realmente importante oferecer o maior brinquedo da prateleira, ou um passeio até ao rio.
O que acha?
Natália Correia
(Re)EDUCAR... Do meu ponto de vista!

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