O figo vem da figueira
Muito provavelmente as memórias dos idosos do futuro não irão envolver momentos de subidas a árvores, brincadeiras na terra ou apanhar um pêssego e comer sem lavar, mas tristemente, memórias de momentos largos em frente de aparelhos tecnológicos.
Quando a aprendizagem se realiza em contexto natural e de forma (in)consciente, a informação é assimilada e guardada na gaveta das coisas boas para mais tarde ser usada.
Brincadeiras e interesses terem mudado é normal, mas perderem o contato total com a natureza é algo preocupante.
Infelizmente nem todas as crianças têm oportunidade de vivenciar momentos na natureza, e a informação é - lhes transmitida na escola, na família, nos media. Através de livros devidamente ilustrados, documentários e desenhos animados, pelos educadores que de forma pedagógica desenvolvem projetos... Tudo para transmitir a realidade no seu melhor e da melhor forma possível.
Mas, acreditem que crianças que podem vivenciar momentos como estes, em que mexem, cheiram, saboreiam e observam a natureza no seu auge não imaginam a sorte que têm, mas eu sei..., e a ciência comprova que é importante para o desenvolvimento infantil em todos os seus aspetos: intelectual, emocional, social, espiritual e fisico.
Privamos as poucas oportunidades, que algumas crianças têm na relação com o exterior, e nem imaginam o mal que se faz.
Porque o leite não vem do supermercado e o figo vem da figueira.
Estimule a criança a expandir horizontes. Elas crescem e os limites geográficos irão expandir naturalmente, o adulto tem um papel fundamental, o de permitir que isso aconteça e incentiva-los a desenvolver a sua própria relação com a natureza seja por brincadeiras, passeios pelo bairro, tarde no campo com os avós, viagens ou idas à praia... Onde o ramo se transforma em espada e a folha num barquinho.
Porque criança e natureza dá sempre certo!
Natália Correia
(Re)EDUCAR... Do meu ponto de vista!
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