Tardes de domingo
Nada como ouvir os pássaros, sentir a brisa no rosto, ver o azul singelo do céu e ao fundo vozes de crianças a brincarem. Vozes felizes, gracejos, gargalhadas, discussões, amuos, conversas simples e tão inocentes.
Enquanto que os adultos deitam conversa fora, relembram memórias e bebem uma limonada, sendo atropelados pelos velhos tempos de criança e pelos pés agitados dos mais pequenos.
Tardes de domingo em que primos se juntam, primos de sangue, irmãos de coração, momentos que se repetem com a mesma alegria, cumplicidade e à vontade de uma vida tão curta e tão cheia.
A família é muito importante para o desenvolvimento da criança e temos de considerar a pessoa, o processo, o tempo e o contexto em que ocorre.
Para além destes fatores deve-se ter em conta as mudanças que ocorrem em contexto da vida da criança e que produzem fortes influências no seu desenvolvimento.
As famílias de hoje em dia carecem de tempo para conviver e comunicar. Encontrar tempo para ouvir e para falar significa deixar de lado algumas coisas que nos interessam muito, nos absorvem, mas que não são importantes, são fúteis e retiram tempo e aproximação entre os membros da família.
O desenvolvimento cognitivo, a inteligência emocional, a socialização e acima de tudo valores surgem de forma natural e bem encaminhados no seio familiar, como diz o velho ditado "De pequenino se torce o pepino".
Tardes de domingo que são esperadas ansiosamente para que todos se encontrem, para que repetidamente se espere que a criança feliz dê lugar a um adulto completo.
Porque as tardes de domingo podem acontecer às segundas, às quintas, ao final do dia, ao almoço ou ao domingo à tarde.
A criança vive em qualquer modelo familiar, o que determinará o seu sucesso depende da conduta que os adultos assumem perante os mais pequenos.
Não há modelos de sucesso. Há intenções, vontades e movimentos que favorecem a qualidade do desenvolvimento da criança. Se a criança é amada e respeitada, o desdobramento disto será sempre positivo.
A família dá exemplo, a família educa!
Natália Correia
(Re)EDUCAR... Do meu ponto de vista!
Comentários
Enviar um comentário