Mãe, quero pizza!

Sou defensora da comida saudável, ou melhor sou grande defensora de que precisamos de aprender a comer bem, e de tudo, e de forma equilibrada (nomeadamente na infância, que é onde tudo começa).

E nada melhor que começar desde sempre.
As primeiras refeições dos bebés são à base de legumes, peixe, carne, sem sal, sem açúcar (bem, alguns optam por papas, mas isso são outras conversas), mas numa dada altura do caminho, e a bem dizer é bem no início, vêm-se crianças a comer bolos cheios de creme, batatas fritas de pacote, rebuçados, gelados, chocolates, fast-food (...) tudo o que faz bem à doença, tudo que acalma birras, e tudo que não deveriam comer (nunca), mas que têm sem grande esforço e na maioria das vezes nem têm de pedir.
Mas quando pedem, tenhamos consciência e perceção de que podemos transformar o menos bom, em bom e o bom em ótimo, só é preciso um pouco de criatividade e mãos na massa.
Podemos dar, mas dar com a consciência que o podemos fazer sem culpa, e ainda melhor quando podemos envolver a criança no processo. Incentivando-a ao gosto por fazer, por experimentar, por provar e sentir, por dar valor ao que todos os dias alguém faz para se ter, por usufruir de um momento agradável junto de quem se gosta... E no final comer sem culpa.
Mãe, posso comer pizza? Sim, desde que não seja comprada.
A alimentação é tão importante como qualquer outra aprendizagem, e é cada vez mais urgente pensar e atuar sobre isto.

*uma vez de muito em muito tempo, não é grave, mas tentemos construir momentos que nos façam bem à barriga (corpo) e à mente.


Natália Correia 

(Re)EDUCAR.... Do meu ponto de vista!

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