Avô sorri, porque eu gosto muito de ti!
Como é bom ter avós por perto.
Tive o privilégio de ter avós que o souberam ser na plenitude da palavra "avós". Os que me souberam definir, aquilo que devo esperar dos pais e aquilo a que me posso permitir com os avós.
Recordo tardes de domingo em que me esperava umas castanhas cozidas no pote, uns pastéis de arroz comprados no padeiro da manhã ou um leite do pacote em vez do leite de forte sabor de uma das cabras do rebanho.
Relembro com saudade, mas acima disso com alegria bons momentos vividos ao seu lado.
Olho para hoje e vejo, com orgulho e prazer, a sorte que têm as crianças que podem (con)viver com avós que sabem sê-lo de forma plena, repletos de amor, recebendo os seus netos de braços desembaraçados, coração aberto e corpo agitado pela ansiedade da chegada do turbilhão, que faz com que a sua pele enrugada e o seu olhar cansado brilhe e irradie luz.
Gerações tão distintas e que se completam. Idades opostas que se concluem, que se respeitam e se admiram por tudo o que são. Não importa o século em que se nasce, importa sim o amor em que se cresce.
Tanto para aprender, tanto para transmitir, tanto para falar, tanto para estar, tanto para serem apenas um do outro.
Avô sorri, porque eu gosto de viver ao pé de ti!
(Re)EDUCAR... Do meu ponto de vista!

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