Nem todas as folhas são verdes!
As folhas são de variadíssimas cores, não só, graças a um pigmento chamado clorófila, mas também a uma tinta chamada imaginação.
Aquela, imaginação, que assume a cor que mais desejamos naquele momento e tantas são as cores da palete da imaginação e outros tantos são os entraves que são colocados quando a cor da folha desenhada não toma a cor da folha real.
Nem todas as folhas são verdes e nem todo o sol é amarelo.
A educação não deve ser vista exclusivamente como uma maneira
de transmitir conteúdos e de ideias já existentes impostas às crianças e decoradas por
estas. Deve sim, respeitar as características individuais de cada criança e ir sempre ao
encontro das suas necessidades educativas, dando-lhes liberdade de aprenderem também
através dos seus interesses e motivações pessoais e de se desenvolverem ao seu próprio
ritmo.
Assim, segundo as Orientações Curriculares (1997):
«(...) acentua-se a importância da educação pré-escolar a partir do que as
crianças já sabem, da sua cultura e saberes próprios. Respeitar e valorizar as
características individuais da criança, a sua diferença, constitui a base de novas
aprendizagens. A oportunidade de usufruir de experiências educativas
diversificadas, num contexto facilitador de interações sociais alargadas com
outras crianças e adultos, permite que cada criança, ao construir o seu
desenvolvimento e aprendizagem, vá contribuindo para o desenvolvimento e
aprendizagem do outro.» (p. 19)
A educação deve ser integradora, deve ser capaz de integrar cada criança, apesar das
suas diferenças (características individuais), por forma a inseri-la no meio social de
forma adequada e equilibrada.
Assim, cabe ao Educador procurar proporcionar uma educação de maior qualidade recorrendo a inúmeros e diversificados recursos.
Deixe a fotossíntese acontecer, só assim a luz é capturada e a energia é transferida.
Nem todas as folhas são verdes!
Natália Correia

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