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A mostrar mensagens de novembro, 2020

Os lápis

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Após dois meses de escola... De aprendizagem e "socialização" com algum material que até então já conhecido, mas não tratado com o devido respeito, as crianças são responsabilizadas por um estojo cheio de coisas giras e suas, estando à mão de semear sempre que se sentem menos motivadas para os conteúdos programáticos que a professora está a transmitir. E haverá melhor junção que um afia e um lápis de carvão prontinhos a estrear? Penso que não, pelo menos é o que a experiência me diz. E as regras e os cuidados são relembrados variadíssimas vezes, se calhar não tantas como as vezes que os lápis são afiados...Mas sem querer lá estão eles juntinhos e o lápis vai desaparecendo... É interessante observar a forma como a criança se sente ao ter na sua posse um conjunto de instrumentos de trabalho que o acompanhará na sua longa caminhada pela escola. Onde lhe é proporcionada, numa situação tão simples, a responsabilidade de fazer escolhas, tomar decisões e fazê-la compreender que cada...

O meu filho brinca com bonecas!?

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Ótimo, tudo indica que será um bom ser humano, aquele que respeita a igualdade, aquele que vê as ajudas como partilhas, aquele que vê no oposto um ser igual.  No entanto há pais que se sentem desconfortáveis e perguntam: é normal?   Não há nada mais normal do que brincar e os brinquedos não têm género.  Brincar ao faz de conta faz parte do desenvolvimento infantil e é desejável que tenham a oportunidade de imitar os bons e diferentes papéis que observam.  Quando restringimos uma brincadeira impedimos a criança de explorar todas as suas potencialidades.  O problema não reside no sexo da criança, mas sim depositar nela análises e modelos de comportamento relacionados ao género desde cedo.  Como pais e educadores devemos agir de forma a não reproduzir estereótipos de género e criar crianças mais tolerantes e felizes.  Cá por casa ela brinca com os carros e ele brinca com as bonecas, ambos brincam com o têm e dão muito uso à imaginação e às v...
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  Mãe :Vamos fazer os trabalhos de casa. Ele: Não! São deveres. Mãe: Mas pode dizer-se" trabalhos de casa" Ele: Mas aqui é "deveres" ! Mudar significa (por vezes) mudar de espaço, mudar de pessoas, mudar de linguagem (regionalismos). Para quem nasceu em Lisboa e na sua curta viagem vai viver para o norte, há que se adaptar e aprender. Há um (re)início de uma aventura com milhares de tesouros para descobrir. E assim se deparam com os ditos regionalismos, palavras novas das que conheciam e iguais no seu significado. Regionalismos (Def. Dicionário) são um conjunto de particularidades linguísticas de uma determinada região geográfica, decorrentes da cultura lá existente. E de um dia para o outro os ténis dão lugar a sapatilhas, tampa dá lugar a testo, granizo diz-se saraiva e pequeno almoço dá lugar a mata bicho... Mata a fome, mas não a infância anterior já vivida. Porque tudo acrescenta e nada é retirado. A aquisição da linguagem é uma das aquisições mais notáveis dos...
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  "TODAS AS CRIANÇAS TÊM DIREITO A ORGANIZAR O SEU ESTUDO à sua maneira... pois nem sempre a organização do adulto é a mais acertada." (Re) EDUCAR... Do meu ponto de vista! Natália Correia